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Ilha de Moçambique no Camões

No dia 22 de Fevereiro de 2018 o Centro Cultural Português- Instituto Camões, na cidade de Maputo, acolheu a inauguração da exposição fotográfica “ A Ilha dos Poetas”, sob a curadoria de Nelson Saúte. A mesma junta fotografias e poemas de artistas emblemáticos e procura cantar a Ilha de Moçambique, que este ano completa 200 anos de existência.
Uma das obras da exposição 
Imaginemos que todos os poetas vivem numa mesma ilha, cultuam as mesmas crenças, sentem os mesmos desejos. Não se trata de imaginação, mas esta ilha realmente existe, nela além de poetas, nos tempos que se foram, desfilaram reis, mercadores, soldados e sultões. Pelas suas ruas, até Camões passou carregando os Lusíadas. Rui Knopfli escreveu a “Ilha de Próspero” cantando sua fealdade. Neste contexto surge a exposição fotográfica “ A Ilha dos Poetas”, que cruza a poesia com a fotografia e mostra a beleza da Ilha de Moçambique, seus edifícios e suas gentes. As imagens lembram poesia, aliás a própria ilha é uma poesia, não pelo facto de ser frequentado por poetas, mas pelo simbolismo dos seus monumentos, as igrejas, as mesquitas, as ruas, todos históricos. "A Ilha dos Poetas" é uma música não cantada a Ilha de Moçambique, as fotografias casam como os poemas de José Craveirinha, Mia Couto, Calane da Silva, Luís Castro Mendes, Gloria de Sant’ Anna, Luís Patraquim entre outros poetas e escritores. Além dos nomes mencionados, a exposição ressuscita Ricardo Rangel, com a sua obra fotográfica, cujo título desconhecemos, que foi tirada no ano de 1998. E destaca outros como João Costa, Moira Forjaz, Sérgio Santimano e José Cabral. Trata-se de um encontro raro de artistas de diversas gerações que buscaram retratar de forma pessoal a Ilha de Moçambique.
Ao percorrermos os nossos olhos nas obras, viajamos para Nampula, sentados no assento da primeira classe e sem pagar bilhete de embarque e desembarque. Todos os contornos, ângulos, o árabe, swahíli, macua, português, seus monumentos e gentes estão de visita a Maputo, e esta visitante indómita, que por sinal foi a primeira capital do país, pode ser encontrada numa estalagem das artes denominada Centro Cultural Português e vai até o dia 30 de Março de 2018.   

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