Maputo Fast Forward celebra uma década com festival dedicado à relação entre arte, tecnologia e sociedade
A edição de 2026 decorre de 23 de Outubro a 1 de Novembro, na JFS Tower, em Maputo, com exposições, conferências, cinema, performances e experiências imersivas.
O Maputo Fast Forward Festival (MFF) assinala dez anos de actividade com uma edição dedicada às transformações digitais e ao seu impacto na sociedade. Sob o tema “Realidades Artificiais: O Espelho Infinito”, o festival realiza-se de 23 de Outubro a 1 de Novembro de 2026, na JFS Tower, na Baixa da Cidade de Maputo, com entrada gratuita.
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| ©MFF/Fora de Foco |
Ao longo de nove dias, o evento reúne artistas, investigadores, profissionais de tecnologia, estudantes e público em geral, através de uma programação que cruza arte, inovação, cultura e pensamento crítico.
O programa inclui conferências, exposições, experiências imersivas, rodas de saberes, oficinas, sessões de cinema, performances, música e actividades dirigidas a crianças e famílias. A iniciativa integra ainda espaços de gaming e o MFF Bazaar, dedicado à apresentação de projectos, criadores e empreendedores.
Inteligência artificial e os desafios da era digital em debate
A edição deste ano propõe uma reflexão sobre as fronteiras entre o real e o simulado, o humano e o artificial, num contexto em que os algoritmos, as plataformas digitais e a inteligência artificial influenciam a circulação da informação, a criação artística e as relações sociais.
A conferência do festival aborda questões como a ética na era dos algoritmos, a democracia no espaço digital, os futuros ecológicos associados à tecnologia e as mudanças nas práticas de criação artística.
Entre os participantes anunciados encontram-se Mia Couto, Severino Ngoenha, Wakanyi Hoffman, Fátima Mimbire, Dércio Tsandzana, Quitéria Guirengane, Tegan Bristow e Russel Hlongwane, entre outros nomes.
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| @MFF/Fora de Foco |
A partir de perspectivas de Maputo, Moçambique e África, o MFF procura aproximar experiências locais dos debates globais, defendendo o papel do continente africano não apenas como consumidor de tecnologias, mas também como produtor de conhecimento, criatividade e soluções para os desafios contemporâneos.
Exposições exploram memória, cultura e novas tecnologias
As exposições ocupam seis pisos da JFS Tower e apresentam trabalhos que exploram temas como memória, território, cultura, alimentação, tecnologia e som.
Entre os projectos destacados no programa estão “Aerial Cartographies: The Unseen”, de Dilayla Romeo; “Baraza VR”, de Alex Mkwizu; “Church of the Holy Prompt”, de Adilson De Oliveira; “Ifu Elimnyama (A Nuvem Negra)”, de Russel Hlongwane; e “Pan-African Graveyard”, de Zayaan Khan.
A programação expositiva inclui igualmente propostas de outros artistas, com diferentes abordagens à relação entre as práticas artísticas, as identidades culturais e as transformações tecnológicas.
As chamadas Rodas de Saberes complementam a programação com conversas participativas sobre o futuro do trabalho, educação e tecnologia, género e algoritmos, inteligência artificial, práticas artísticas e futuros africanos.
Dez anos de diálogo entre cultura e inovação
Implementado pela 16NetO, o Maputo Fast Forward assinala uma década de actividade dedicada à promoção do diálogo entre arte, tecnologia, inovação e pensamento crítico, aproximando perspectivas locais de debates internacionais.
A edição de 2026 conta com o apoio de várias instituições, entre as quais a Embaixada de França, a Embaixada da Suíça, o programa Cultiv’arte da União Europeia, o Alto Comissariado do Canadá, o Institut Français e o Instituto Camões, além de outros parceiros.
O Maputo Fast Forward Festival decorre de 23 de Outubro a 1 de Novembro, na JFS Tower, na Baixa da Cidade de Maputo. A entrada é gratuita.


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